29 de jan de 2009

COMO ADOECEMOS

O Adoecer

Considerando as contribuições da medicina tradicional chinesa, o Prof. Dr. Ysao Yamamura, chefe do Setor de Medicina Chinesa - Acupuntura da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), propõe um modelo para explicar o adoecer identificando quatro fases no desenvolvimento das doenças.

A doença no nível energético, quando o paciente apresenta uma queixa e a investigação médica ocidental não encontra uma causa que a justifique, mas o médico acupunturista treinado já é capaz de identificá-la.

Já no processo de adoecer no nível inflamatório, o investigador ocidental é capaz de verificar um exame positivo que indica um processo inflamatório ou o paciente apresenta uma limitação funcional, dificultando que realize uma determinada atividade.

Não havendo uma intervenção adequada, o paciente pode adentrar o estágio seguinte, o nível degenerativo, com alterações celulares “definitivas”; porém, todo esse processo de aprofundamento da doença está originado em um patamar mais sutil, o nível mental.

O processo de adoecer pode ser comparado à seguinte cena: há um cano com vazamento (nível mental), que pode promover uma infiltração no teto (nível energético), ocasionando um gotejamento no assoalho (nível inflamatório), tendo a possibilidade de comprometê-lo definitivamente (nível degenerativo).

Como exemplo, citamos um caso de úlcera gástrica, iniciada por uma situação emocional vivenciada pelo paciente, muitas vezes ignorada, levando-o a procurar o médico apenas quando a queixa de dor no abdome superior se manifesta.

Nessa fase pode-se ter uma endoscopia sem alterações (nível energético), não havendo uma intervenção terapêutica, pode-se evoluir para uma gastrite (nível inflamatório) e chegar até uma alteração orgânica com lesões celulares mais complexas, como a úlcera gástrica (nível degenerativo).

De acordo com o grau de comprometimento neste último nível os tratamentos podem ser cirúrgico ou medicamentoso. As técnicas integrativas como Acupuntura, Mobilização de Qi – Mental, Tought Field Therapy (TFT), Emotional Freedom Technique (EFT), Meditação e Relaxamento ocupam espaço complementar à terapêutica principal, podendo trazer melhor qualidade de vida e alívio às queixas apresentadas.

No nível inflamatório, descartamos a intervenção cirúrgica, mas consideramos a necessidade de tratamento medicamentoso e a utilização das técnicas integrativas. Já no estágio energético, estas técnicas assumem papel principal no atendimento aos pacientes.

Porém, para atingirmos uma resposta resolutiva é necessário intervir na “causa da causa”, “trocar o cano com vazamento”, resolver a problemática existente no nível mental, ressignificando crenças limitantes ao desenvolvimento de nossas potencialidades.

Desta forma, além de aliviar a dor do corpo, podemos buscar a aprendizagem para a alma, refletindo não apenas sobre porque as adversidades do dia-a-dia nos afetam, mas também como elas podem ser úteis para o nosso crescimento.

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